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sábado, 13 de setembro de 2008

Maior Acelerador De Particulas Do Mundo Na Suíça





Aquela que é considerada a experiência científica do século - o início do funcionamento do maior acelerador de partículas do mundo, concebido para explorar os enigmas do Universo - começou nesta quarta-feira com sucesso na Organização Européia para a Pesquisa Nuclear (Cern).

Em meio à alegria dos cientistas, que esperavam por este momento há anos, o primeiro feixe de prótons a ser lançado no Grande Colisor de Hádrons (LHC) fez a primeira volta completa em uma hora no gigantesco túnel circular subterrâneo de 27 km, que fica na fronteira entre a França e a Suíça.

Horas depois, outro feixe de partículas, introduzido na direção oposta, no sentido anti-horário, conseguiu percorrer todo o acelerador.

"Hoje é um dia histórico após 20 anos de trabalho e esforços de milhares de cientistas do mundo", disse à imprensa o diretor-geral do Cern, Robert Aymar.

"Pela primeira vez se conseguiu que o acelerador aceitasse as partículas e que elas circulassem", declarou.

Na experiência desta quarta-feira, no entanto, as partículas foram lançadas com muito pouca velocidade e pouco a pouco para comprovar que todas as peças do LHC funcionassem corretamente.

Após o êxito dos primeiros testes, a pergunta que fica no ar é quando acontecerão as primeiras colisões frontais de partículas com velocidade próxima à da luz, ou seja, quando serão recriados os instantes posteriores ao Big Bang, o momento sonhado pelos cientistas, mas temido por aqueles que acham que levará ao fim do mundo.

"Não sei quanto tempo demorará. É muito difícil saber. Dependerá de quando a máquina estiver funcionando a pleno rendimento, mas esperamos que seja em poucos meses", afirmou Lyn Evans, diretor do projeto do LHC.

Os cientistas do Cern começarão amanhã mesmo a lançarem feixes em sentidos opostos, e as primeiras colisões poderiam acontecer nas próximas semanas, mas com pouca energia, até alcançar, no final do ano, um máximo de energia de 5 TeV (teraelétron-volts).

Quatro enormes detectores - Atlas, Alice, LHCb e CMS -, instalados no acelerador para permitir a observação das colisões frontais entre os prótons serão responsáveis por observarem os milhões de dados que surgirem.

Com custo de US$ 5,64 bilhões, o experimento sem precedentes do LHC foi hoje justificado por seus responsáveis e vários especialistas.

"Sabemos que, apesar dos grandes conhecimentos que temos do Universo, desconhecemos 95% da matéria, e agora temos o mecanismo para transformar a teoria filosófica do Big Bang em física experimental, o que é absolutamente fantástico", afirmou o Prêmio Nobel de Física de 1984 Carlos Rubbia.

"Agora estamos em posição de poder retroceder muito mais, até a origem do Universo, e de poder não apenas observar, mas simular estes instantes", declarou o físico italiano.

"Saber de onde viemos e para onde vamos sempre foi a pergunta que o homem se fez", disse Aymar.

No entanto, Aymar destacou que as descobertas do Cern transcendem a física teórica e têm importantes contribuições práticas, como no campo da medicina, mas também em exemplos como o agora imprescindível "www", inventado por cientistas do Cern em 1990.

Um dos grandes objetivos do LHC é descobrir o hipotético bóson de Higgs, chamada por alguns de "partícula de Deus" e que seria a partícula atômica número 25, após as 24 já constatadas.

A existência desta partícula, que deve seu nome ao físico britânico Peter Higgs, que previu sua existência há 30 anos, é considerada indispensável para explicar a razão de as partículas elementares terem massa, pois as massas são tão diferentes entre elas e confirmaria os modelos usados pela física para explicar o Universo, as forças e sua relação.

"Estamos convencidos de que o que chamamos de modelo standard (dominante na física) não está completo", afirmou Aymar, embora tenha previsto que nenhuma descoberta deste calibre será feita antes de três anos.

Se o bóson de Higgs existe, poderia ser detectado após a colisão de partículas no LHC com velocidade próxima à da luz, afirmam os especialistas.

Por outro lado, Evans afirmou que este acelerador "é um exercício em massa de colaboração mundial, no qual participaram cientistas e especialistas de muitos países, raças e religiões".

Cerca de 10 mil cientistas participaram deste projeto do Cern, entidade que pertence a 20 Estados europeus, mas no qual muitos outros países têm status de observadores.

EFE

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LHC vai alimentar rede de 60 mil computadores



Para alegria dos físicos, a máquina mais poderosa do mundo, o LHC (Grande Colisor de Hádrons, na sigla em inglês) será ligada amanhã.

O choque desses compostos de prótons e nêutrons (partículas da classe dos hádrons) vai gerar uma quantidade tão descomunal de dados que não será possível processá-los só nas máquinas do próprio LHC, na divisa da Suíça com a França.
As partículas vão correr umas contra as outras em um túnel de 27 km de extensão, que tem algumas partes resfriadas a -271,25ºC. Os resultados oriundos dessas colisões, entretanto, vão seguir pelo mundo todo.

A grade do LHC terá 60 mil computadores. O objetivo da construção do complexo franco-suíço, que custou US$ 10 bilhões e é administrado pelo Cern (Organização Européia de Pesquisa Nuclear, na sigla em francês), é revolucionar a forma de se enxergar o Universo.

O processamento pesado de dados é necessário para que os cientistas possam se encontrar nas montanhas de informações que serão produzidas quando os quatro grandes detectores do LHC --dez vezes mais preciso do que qualquer outro instrumento-- começarem a fazer medições em nível subatômico.

"Você pode pensar que cada experimento é uma câmera digital gigante com 150 milhões de pixels tomando imagens 600 milhões de vezes por segundo", afirma Ian Bird, líder do projeto Grid.

Milhões de DVDs

Não é qualquer dado que vai chegar aos milhares de computadores ligados ao LHC. Sofisticados filtros vão fazer uma triagem prévia das informações. Mesmo assim, sobrarão 15 petabytes anualmente para serem trabalhados, que passarão por uma espécie de pente fino. Isso é suficiente para ocupar 2 milhões de DVDs.

Os dados, então, serão enviados por linhas de alta velocidade para 11 instituições na Europa, América do Norte e Ásia. Destes locais, as informações serão distribuídas para mais de 150 centros científicos. O Brasil, apesar de não ser membro do Cern, tem cientistas e estudantes contribuindo nos detectores do LHC.

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